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Os Departamentos de Estradas de Rodagem de Minas Gerais e de São Paulo liberaram, na tarde desta quarta-feira, o tráfego na ponte Volta Grande, sobre o Rio Grande, na divisa entre os dois estados, após a conclusão de ações emergenciais de reforço estrutural.
A estrutura, localizada entre a AMG-2540 e a SP-413, passou por intervenções técnicas para estabilização dos pilares que apresentaram danos. As medidas foram adotadas após vistorias identificarem comprometimento em apoios, com registro de fissuras que exigiram atuação imediata para garantir a segurança da travessia.
Com 540 metros de extensão e construída em 1974, a ponte é considerada um importante elo logístico entre Minas Gerais e o interior de São Paulo, especialmente para o acesso a municípios como Barretos. A liberação restabelece uma conexão estratégica para o deslocamento de pessoas e o escoamento da produção regional.
Segundo o governador Mateus Simões, a ponte está liberada para veículos leves e pesados. Ele destacou que, nas próximas semanas, haverá diálogo com o estado de São Paulo para definição de uma solução definitiva. Ainda de acordo com ele, as cintas de aço instaladas garantem segurança aos usuários neste momento.
O diretor-geral do DER-MG, Matheus Novais, ressaltou a importância da conclusão dos serviços. Segundo ele, a reabertura encerra um período de transtornos para quem depende da ligação diariamente e contribui para reduzir impactos à economia local.
Os órgãos de Minas Gerais e São Paulo reforçam que as intervenções realizadas têm caráter paliativo, garantindo condições adequadas de segurança até a execução de uma solução definitiva.
Paralelamente às ações emergenciais, o DER-MG mantém tratativas com o DER-SP para formalizar um termo de parceria que prevê a manutenção integral da estrutura, com foco em uma intervenção permanente.
No detalhamento técnico, os serviços contemplaram quatro pilares da ponte, com instalação de anéis metálicos que aumentam a resistência do concreto. O sistema também recebeu travamentos com barras protendidas, proporcionando maior rigidez estrutural.
As fissuras identificadas foram tratadas com injeção de resina, técnica que recompõe o concreto e impede infiltrações, ajudando a evitar corrosão das armaduras.
Ao todo, foram instalados 56 anéis nos quatro pilares, garantindo a durabilidade do reforço e níveis adequados de segurança até a execução das obras definitivas.
~Redação Rádio Ativa FM