O Conselho Nacional de Justiça lançou nesta segunda-feira, Dia Nacional da Adoção, o aplicativo A.Dot, uma nova ferramenta que reúne informações sobre crianças e adolescentes com mais dificuldades de encontrar uma família adotiva. A iniciativa integra o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento e busca ampliar as possibilidades de adoção em todo o país.
O aplicativo é voltado principalmente para a chamada busca ativa, destinada a crianças mais velhas, adolescentes, grupos de irmãos e menores com deficiência ou necessidades específicas de saúde. A plataforma já foi utilizada no âmbito do Tribunal de Justiça do Paraná e agora passa a ter alcance nacional.
O acesso ao sistema é feito por meio do login do portal Gov.br. Os interessados poderão iniciar o pré-cadastro e acompanhar o processo de habilitação para adoção diretamente pelo celular.
Segundo o Conselho Nacional de Justiça, atualmente 1.801 crianças e adolescentes estão aptos para a busca ativa no Brasil. Desde 2019, o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento já viabilizou mais de 33,5 mil adoções em todo o país, sendo 1.826 realizadas por meio da busca ativa.
Durante o lançamento, o presidente do Supremo Tribunal Federal e do CNJ, ministro Edson Fachin, destacou que o aplicativo foi criado para ampliar o acesso qualificado às informações e fortalecer a proteção integral de crianças e adolescentes.
Segundo o ministro, a ferramenta permitirá que pretendentes habilitados tenham acesso seguro a conteúdos autorizados, incluindo fotos e vídeos curtos, contribuindo para decisões mais conscientes e responsáveis durante o processo de adoção.
O aplicativo também exige o compromisso dos usuários com a preservação da identidade, da imagem e da privacidade das crianças e adolescentes cadastrados. A inclusão dos perfis na plataforma depende de autorização judicial.
O juiz auxiliar da presidência do CNJ e gestor do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, Hugo Zaher, afirmou que a iniciativa representa uma forma mais humanizada e respeitosa de apresentar os perfis das crianças e adolescentes disponíveis para adoção.
De acordo com o CNJ, mais de 90% das crianças e adolescentes inseridos na busca ativa têm mais de oito anos de idade. Outro dado aponta que mais de 60% possuem ao menos um irmão. Ainda segundo Hugo Zaher, cerca de 65% das adoções realizadas por meio da busca ativa preservam os irmãos juntos.