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O repórter Guilherme Gonçalves, da Record, relatou ter sido agredido por uma mulher durante uma gravação em Rifaina, no interior de São Paulo, na segunda-feira (2). Segundo o jornalista, a mulher seria filha do pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, encontrado morto nas proximidades de uma fazenda.
A equipe de reportagem acompanhava os trabalhos no local após a localização do corpo de Bolelli, que era procurado pela Polícia Civil por suspeita de envolvimento na morte da empresária mineira Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos, baleada no dia 27 de outubro.
Em um trecho exibido pela Record, a mulher se aproxima dos profissionais e questiona a presença da equipe no local. Guilherme Gonçalves explica que a gravação estava sendo realizada na estrada, fora da propriedade particular.
“Nós estamos na estrada, não estamos em área particular”, afirmou o repórter. A mulher respondeu que isso não seria relevante e alegou que o terreno pertenceria a uma tia.
Ao relatar o episódio, Guilherme afirmou que foi empurrado e que a mulher ainda tentou tomar o microfone utilizado durante a reportagem, em uma tentativa de impedir a gravação.
De acordo com a apuração da Record, o corpo de João Roberto Bolelli foi localizado em um morro nos fundos da propriedade rural. O genro do pecuarista teria encontrado o cadáver após perceber um forte cheiro e aves sobrevoando uma área de mata.
A Polícia Militar foi acionada e preservou o local para a realização da perícia. Os laudos deverão apontar a causa da morte e contribuir para esclarecer as circunstâncias e o período em que o óbito ocorreu.
O corpo foi encontrado próximo ao local onde a polícia havia localizado a caminhonete utilizada por Bolelli durante a fuga após a morte de Priscila.
Bolelli estava com a prisão preventiva decretada desde 28 de outubro, um dia após o crime.
Priscila Lacerda Custódio, moradora de Perdizes, no Alto Paranaíba, havia viajado até Rifaina acompanhada do irmão, Geovane Custodio Santana, e de uma amiga para devolver uma caminhonete pertencente ao pecuarista.
Segundo depoimentos prestados à polícia, a empresária já havia relatado episódios de agressões e ameaças antes da viagem. Durante o encontro, nas proximidades da entrada de uma propriedade rural às margens da Rodovia Cândido Portinari, Priscila teria informado que não queria continuar o relacionamento.
Ainda conforme os relatos, houve uma discussão relacionada à devolução de um celular. Bolelli teria sacado uma arma e atirado contra a empresária. Na sequência, ele teria apontado a arma para o irmão da vítima e fugido utilizando a caminhonete.
Priscila foi socorrida e encaminhada ao hospital de Rifaina, mas não resistiu aos ferimentos. O caso foi registrado pela Polícia Civil como feminicídio.
Priscila trabalhava com marketing digital, produção de vídeos e cobertura de eventos. Segundo o irmão, ela começou a atuar profissionalmente na área aos 18 anos.
A empresária era conhecida também por seu trabalho com empresas e eventos da região do Alto Paranaíba. Após a morte, amigos e clientes prestaram homenagens à jovem.
Priscila foi velada e sepultada em Perdizes.
~Redação Rádio Ativa FM
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