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A transferência de cerca de três mil trabalhadores da Copasa provocou protestos de funcionários e levou o tema à Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Segundo representantes da categoria, a medida foi anunciada menos de um mês após a privatização da companhia, sem diálogo prévio com os empregados.
A privatização da Copasa foi autorizada por lei estadual, aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador de Minas Gerais. O processo de transferência do controle da empresa foi concluído em junho de 2026, tendo a Equatorial adquirido o comando da companhia pelo valor de aproximadamente R$ 8,4 bilhões. O Governo de Minas permanece com uma participação acionária que garante poder de veto em decisões estratégicas, como mudanças no nome e na sede da empresa.
Em meio às mudanças, a direção da companhia teria decidido realocar cerca de três mil funcionários, o equivalente a aproximadamente um terço do quadro de empregados da Copasa. Para o diretor do Sindágua, Wanderci Gomes, a decisão foi tomada sem a devida negociação com os trabalhadores.
Já o presidente do Sindicato dos Engenheiros de Minas Gerais, Murilo Valadares, afirmou que a medida representa uma forma de pressão sobre os funcionários e orientou os empregados a não abrirem mão dos direitos e garantias previstos em lei.
Durante a audiência na Assembleia, o deputado estadual Betão (PT), autor do pedido de reunião, afirmou que a transferência de praticamente um terço dos trabalhadores já representa um impacto negativo decorrente da privatização da companhia.
Por outro lado, integrantes do Executivo estadual e deputados da base de governo defenderam a privatização, afirmando que a transferência do controle da Copasa tem como objetivo melhorar a prestação dos serviços de abastecimento e saneamento à população.
Convidada para participar da audiência, a Copasa não enviou representantes. Em nota, a empresa informou que mantém canais permanentes de diálogo com os empregados e com as entidades representativas da categoria. A companhia também afirmou que todas as decisões internas respeitam a legislação trabalhista e os acordos coletivos vigentes.
~Redação Rádio Ativa FM